A IA faz o trabalho, e nada sai sem uma pessoa aprovar
Quando uma automação manda a cobrança no dia errado, a correção vira outra conversa com o cliente. Por isso a regra que dei à IA do meu CRM começa pelo que ela não pode fazer sozinha.
O Prospecta é o CRM em que eu cuido da prospecção, das propostas e da cobrança. Em outubro de 2026 a IA passou a operar nele, com 85 ferramentas, de mudar um contato de etapa a montar o relatório. Todas passam pelo mesmo caminho, e o caminho tem três portas.
Ler, propor e enviar
A primeira porta é a leitura. A IA consulta o que quiser: contatos, etapas, propostas, histórico. Ler não muda nada, então não pede autorização.
A segunda é a escrita. Quando a IA quer mudar algo, como passar um contato para a etapa seguinte, a mudança vira uma proposta. A proposta é uma nota com o que vai mudar e por quê, e a pessoa aprova com um clique.
A pessoa pode liberar um tipo de escrita simples, que mexe numa nota só. Aí ela roda sozinha, guarda uma cópia do antes e pode ser desfeita enquanto ninguém mexer na nota. A lista dessas liberações começa toda desligada e só muda pela tela, nunca por uma nota que a própria IA poderia editar.
A terceira porta é a saída. Tudo o que o CRM manda para fora do computador, seja e-mail, mensagem ou ligação, é sempre proposta. Essa porta não tem liberação.
Por que a saída não tem atalho
O erro de uma escrita interna se desfaz com a cópia guardada. O erro de uma mensagem enviada fica com quem recebeu. Um e-mail para o cliente errado ou uma promessa que ninguém fez viram outra conversa, com outra pessoa.
Por isso a regra ficou fixa no código. Não existe configuração que libere envio sem aprovação, e não existe servidor ligado esperando ordem de fora.
O que muda na semana
A IA prepara: confere quem precisa de contato, monta a mensagem, sugere a mudança de etapa e deixa o relatório pronto. A pessoa lê, ajusta o que precisa e aprova. O trabalho repetitivo sai da mão dela, e a decisão continua nela.
Uma regra parecida vale no Estúdio Social, a fila de conteúdo do meu LinkedIn. A IA monta e confere, e nenhum post entra na agenda sem a minha aprovação. Lá existe uma exceção, que só funciona porque eu liguei. Quando peço no chat, a troca de vídeo de um post roda sem o cartão, e o pedido de permissão faz o papel do clique. Cancelar continua sempre no cartão.
Para qualquer automação, separe o que a IA lê, o que ela muda e o que ela manda para fora. A leitura pode ser livre desde o primeiro dia. A escrita ganha autonomia aos poucos, tipo por tipo, com registro e desfazer. A saída fica sempre com uma pessoa.
Os casos citados
Prospecta
O meu CRM tinha 11 falhas graves e parava no fechamento, sem proposta, cobrança nem pós-venda. Corrigi as falhas, completei o ciclo e só então deixei a IA operar.
Projeto próprio, na minha operação comercial, 2026
Ler o caseEstúdio Social
Os meus posts eram aprovados com um sim digitado numa conversa com a IA. Hoje a fila tem 173 posts, 169 com vídeo próprio, e cada um espera a minha aprovação antes da agenda.
Projeto próprio, no meu LinkedIn, 2026
Ler o case

